sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Hellraiser
Ontem, o Master R3x me enviou esse e-mail:

O Teoria ainda respira com a ajuda de aparelhos e, de vez em quando, algum doutor da alegria vem pagar uma visita... o último gaiato que entrou lá pesquisou por: "ray parker jr"...

Daí, eu respondi:

estou finalizando outro capítulo do Post Policial...
mas bem que vc poderia postar alguma outra coisa lá, né renévers?
vamos ressussitar o Teoria?


A réplica:

e o que é o postar, junévers?...
dividir? se exibir?
manter-se incógnito-público para travestir-se de emoções proibidas?...
mostrar-se em foto constrangedora com uma tarja preta sobre os olhos?...
anunciar um suicídio na esperança vã de que alguém dê um clique prá tentar impedir?
lançar uma mensagem numa garrafa digital?...

oh, estou tão Oscar Wild hoje...


A tréplica:

creio que seja exatamente tudo isso.
mas na minha petulância, ouso acrescentar duas coisas:
->tb é registrar em palavras um pouquinho do nosso presente, para que no futuro esses textos sejam nosso delorean que nos conduz de volta ao passado.
->concretizar um pouquinho das nossas aspirações pseudo artístico-literárias, deixando aquilo que exercitamos nos e-mails um pouco menos efêmero.

parece que esses três e-mails já dariam um post, né?


Ele não retornou... espero que não se oponha a eu publicar os e-mails.
Gostaria de manter a roda do Teoria funcionando... não sei exatamente o porquê...

ps: cores no texto??

sexta-feira, agosto 01, 2003

Teoria do Gráfico de Geléia – a revisão
Há muito tempo escrevi sobre esta minha teoria. Lendo o antigo post novamente, cheguei a conclusão que pelo menos para mim, a geléia não está com o prazo de validade vencido. Mas o post está um pouco embolorado (mal escrito mesmo)...é que naquela época, nossos padrões de qualidade não eram assim tão rigorosos. Afinal, tínhamos apenas dois leitores: eu e o R3x...

Essa teoria nasceu em uma mesa de café da manhã, enquanto comia uma torrada com geléia de morango. Era pouca torrada para muita geléia, então a toalha de mesa acabou ficando um pouco mais doce...

Enquanto observava aquele ponto de geléia vermelha na toalha, que era estampada com umas linhas, tive essa iluminação (talvez causada pelo excesso de açúcar no sangue...). Imaginem o ponto zero de um gráfico apenas com o eixo “x”(para quem cabulou essa aula, é o horizontal...) Esse ponto zero é uma bolinha vermelha, sabor morango. A direita do zero estão os números positivos e a sua esquerda os negativos.

Pois bem, vamos atribuir aos eventos de nossas vidas notas positivas ou negativas segundo a relação estresse/prazer. Os números positivos são os ligados ao prazer ou coisas boas e os negativos aos eventos chatos. Isso vale para coisas importantes da vida e também para as bobinhas. Vamos começar com um exemplo bobinho: Colocar o lixo para fora. É chatinho, né? Não é o fim do mundo, mas se não precisasse ser feito, até que seria uma boa. Então vou dar nota –2 para esse evento. Agora, se por um milagre tecnológico qualquer, eu não precisasse mais fazer isso, eu não daria nota +2 para o evento. No máximo +1,5. E só nos primeiros dias, porque depois, tenderia a zero.

Outro exemplo, cursei pós-graduação por dois anos e meio. Era muito cansativo. Pilhas de livros técnicos para ler, muito trabalho para fazer, sem falar que era bem carinho. Nota: -7. Não via a hora de acabar. Mas acabou. Pensam que a minha vida virou um grande +7?? Nada disso, no máximo um +4 e como no outro exemplo, com o passar do tempo vai tendendo a zero. Por que isso acontece? Por que o negativo nos afeta muito mais que o positivo?

Se fizermos o caminho inverso, o resultado também é o mesmo. Querem ver? Peguem um evento positivo qualquer, por exemplo: o fato de ter muitas opções de restaurante para ir na hora do almoço. Nota: +2 tá de bom tamanho. Agora mude para uma situação sem opções. –5!!

Por que será que isso acontece? Seu Comment é muito bem-vindo.

sexta-feira, julho 18, 2003

Teoria da 1/2 Vez...
Legal o título desse post, não? Bem original... Pois é, mesmo depois de 2 anos de existência (esse blog foi criado lá no falecido Desembucha), centenas de emails ainda nos chegam todos os dias para perguntar "que diabos é essa tal de Teoria da 1/2 Vez?!"... E ontem, eu vi uma propaganda na tevê que expressa muito bem o conceito principal de nossa teoria: a propaganda da Visa sobre a mulher que quer comprar um sapato.
Repare que na vida, as coisas são mesmo assim. Quando se quer uma coisa, geralmente um bem de consumo ou alguma outra ação menos nobre qualquer, nós seres humanos ainda temos um resquício de remorso dentro de nós. O que não nos impede de efetivamente ir lá na loja e encher a cesta de cd's... ou faltar na escola... ou trocar o almoço do dia dos pais por um show gratuito no Sesc Interlagos... ou comprar aqueles super-sapatos-dourados da moda. Tudo o que precisamos nessa hora é de "1/2 vez" para nos incentivar. Uma desculpinha esfarrapada qualquer. Um empurrãozinho prá quem já está na beiradinha do abismo apoiando-se só com um pé. Igual à moça do comercial.

quinta-feira, agosto 16, 2001

Vamos por partes, beibe

Acho que meus poucos neurônios estão fritando com esse ritmo frenético de escrita de vocês. Em primeiro lugar, gostaria da ficha (in)completa das pessoas que escrevem aqui. Só pra eu não dar um fora.. =D

Madga, menina. Vamos separar uns enfeites cor-de-rosa pra espalhar pelas paredes desse blog, tá muito masculino, tá não??? E que tal se abríssemos a janela, colocássemos umas flores e incensos aqui na mesa... ha ha ha

Bombons

Se vocês me conhecerem vão sacar que bombom nunca sobrou em casa... (risos). Eu tenho a leve impressão que os bombons que sempre sobraram eram os amargos.. Amaro, acho. E os de côco. Os de banana eu adoro. Acho que se dividíssemos uma caixa de bombons todos ficariam satisfeitos... =D Só que um Operetta teria que ser meu!

Seinfeld

Um amigo meu do Rio, o Loser, já se intitulou de George Constanza. E o pior que ele é exatamente igual. Completamente loser...

Recepção

Amei a calorosa recepção de vocês... Mas o que me confundiu mais foi a música do papa. Eu não consegui decorar ainda. (ha ha ha). Depois você me ensina...

Teoria da 1/2 vez

Apesar de supor o que seja, quero saber sim, o que é a inspiradora teoria!

Panelinha

Meninos e meninas.... Eu sei que é estranhíssimo eu entrar em suas vidas, assim, de repente... mas é que eu sempre li o teoria, e sempre achei muito legal! É claro que eu não levarei para o lado pessoal, beibe. Muito pelo contrário. Agora vou ser obrigada a virar sua amiga... ha ha ha... *fodeu*

Um beijinho e até mais.

PS: LadyLaura é o fim da picada... ha ha ha



quarta-feira, setembro 03, 2008

O mundo deu sete voltas pelo Sol desde que escrevemos...

O Renato escreveu em 08/09/2001:

Flores
Ontem fomos à feira de flores em Arujá e mais uma vez confirmou-se para mim o fascínio que as flores exercem nas pessoas.
É difícil, às vezes, desvendar a beleza numa obra de arte, mas com as flores não tem erro: pessoas de todas as idades se encantam sempre. Neste ponto, a natureza ainda tem muito a ensinar...


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Interessante que meu chefe comentou que havia ido nesta feira no final de semana passado... também voltou de lá deslumbrado. Parece que certas coisas não mudam...


Eu escrevi em 12/09/2001:

A Teoria do Coreano (ou A Maldição do Coreano)
Tempos atrás, estávamos fazendo a tradicional caminhada pós-almoço aqui em Down Town, quando me deparei com uma máscara em latex do Yoda (o mestre do Luke, no Star Wars) em uma loja de alguma das inúmeras galerias aqui do Centro. Eu gosto de Star Wars, o R3x também, mas o interesse na máscara era em presentear um amigo nosso, o Winny, que é realmente um grande fã da série. Essa máscara estava exposta na vitrine e sempre que passávamos por lá eu a via e pensava: “Pô, podia comprar essa máscara para o Winny...”.

Um dia, quando olhei, a máscara não estava mais lá, então resolvi entrar para perguntar:
- Há um tempo atrás havia uma máscara do Yoda aqui na vitrine – disse eu.
- Máscara de quem? Respondeu um senhor coreano com forte sotaque.
- Do Yoda, um ET esverdeado, careca e orelhudo.
- Hum...Deixa procurar.
Nessa altura, tinha certeza que não encontraria mais a bendita. Já estava com aquela sensação de ter perdido alguma coisa muita boa, de ter bobeado. Só que...
-É esta?
Era. Era ela mesmo. Só que vista de perto, tocada e examinada, não era. Não era como eu imaginava. A distância e pela vitrine, era bem mais legal...
-Quanto custa? Perguntei.
-Dez dinheiros – ele disse
Então, vendo minha feição pensativa. Sacando que eu não iria comprar, ele destilou sua teoria (ou maldição, ou praga mesmo):
-Brasileiro é assim: quando não tem, quer comprar e quando tem, não quer.
Levemente ofendido com o jeito que ele disse aquilo e para contrariar suas palavras, disse eu, friamente:
- Vou levar. Aceita cheque?
Então o coreano conseguiu me vender aquela máscara que provavelmente estava encalhada lá há séculos. Ele foi esperto. Usou a milenar técnica coreana de dizer: “Duvido que você compra.” ou: “Você não é homem de comprar essa máscara.”

Desde então, carrego esta sina: uma incrível dificuldade em comprar coisas. Se for sapato ou tênis, esquece, nunca tem meu número para o modelo que eu escolho. Se for gravata, funciona assim: se eu estiver passando despretenciosamente por uma loja e reparar em uma gravata legal, tenho que comprá-la nesse instante, porque se eu voltar para procurar depois, não vou encontrá-la mais.

De qualquer forma, o fato é: por mais difícil que seja admitir, o coreano tinha lá sua razão... Enquanto sabemos que algo está lá a nossa disposição, não damos muita bola, mas quando desaparece, temos aquela sensação ruim de aquilo era a melhor coisa do mundo e que agora... nunca mais.

Mas fazer o quê, brasileiro é assim mesmo....
Ps: Cuidado, essa mensagem é contagiosa. Se coisas deste tipo começarem a acontecer com você, pode xingar o tiozinho coreano.


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Hoje em dia, essas coisas ainda rolam comigo... mas quando acontece, eu já falo logo: "Deixa, deixa, eu nem queria mesmo..."

segunda-feira, junho 16, 2003

Teoria da Beleza
O malandrão do Alex-j bem que tentou, mas percebeu logo que quem ocupa a invejada cadeira de editor da série Teoria da Beleza aqui sou eu! Reparem que o glamour que tal cargo proporciona é algo somente comparável a um selecionador de mulheres para a Playboy ou coisa assim. Por isso recebo centenas de e-mails toda semana com indicações para essa série, que dentro do possível, atenderei. Afinal de contas, não sou um egoísta mesquinho e rancoroso. Mas a sugestão do sr. Alex-j vai lá pro fim da fila, atrás da Zezé Macedo, por ele ter falado mal da atriz chinesa Maggie Cheung. Se quiser, reveja a treta toda aqui.
Bem, sem mais delongas, a beldade dessa semana é uma esportista. Ela jogou uma temporada pelo time de vôlei do MRV-Minas, mas infelizmente já voltou para a sua casa, nos EUA: Logan Tom

sexta-feira, junho 06, 2003

Teoria da Beleza Oriental
No post "Teoria da Beleza" de 26 de maio comentei que aquela atriz escolhida pelo R3x, prah mim, nao era assim, uma beleza e me desafiei a fazer uma relacao de atrizes orienteis mais bonitas. E quando eu me desafio, eu sou fogo! Eu falo prah mim mesmo: "Duvido vc fazer uma lista com cinco atrizes orientais mais bonitas." Daih eu nao agüento e respondo prah mim: "Ah, eh? Duvida? Entao eu vou te mostrar, seu palhaco". As vezes sou muito violento comigo mesmo...
Bom, confiram aih minha selecao. Para reclamacoes e xingamentos podem usar o "comentarios" aih em baixo. E nao se esquecam de checar o post do dia 26/05 do master para comparar.
(no momento estamos sem acentuacao, mas tenho certeza que o master jah vai resolver. ;-) neh, r3x? )

Lucy Liu (As Panteras, Chicago)

Michelle Yeoh (O Tigre e o Drag?o)

Ziyi Zhang (O Tigre e o Drag?o, a Hora do Rush II)

Ming-Na (One Night Stand, Street Fighter, a voz da Mulan!!)

Tamiyo Kusakari (sem foto, ela fez "Shall We Dance?")

segunda-feira, maio 19, 2003

Teoria da Beleza
Prá imitar o Alex-j, também vou criar uma série aqui no Teoria, mas não prá exaltar os "desgraçados" e sim as musas inspiradoras, que não deixam de ser também umas "desgraçadas"...
A primeira da série, aproveitando a onda do momento: Monica Bellucci

quinta-feira, março 27, 2003

Poupa Congelada
Quem é vivo... sempre morre. Não morri ainda, mas voltei e espero que, como já dizia o Roberto: "agora prá ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar..."
Rapaz, nesses tempos eu não tenho conseguido nem ler o Teoria, muito menos escrever nele. Daí quando leio... surpresas...
Já de muito tempo tenho dito para o Master R3x: "Sinais é sinistro. É muito bom. Tem suspense e humor da melhor qualidade. Ô, assiste, aí ...por favor..." e nada. Daí o cara assiste e não me fala nada? Que absurdo...Tenho certeza que ele vai dizer: "Mas eu falei que assisiti. Falei prá todo mundo que tem acesso à Internet nesse planeta. Só vc que não sabia. Quem mandou não ler o Teoria?" Tenho certeza que ele vai dizer isso, essa pessoa que se diz meu amigo, my Bestman, mano, e etc, e que trabalha na mesma sala que eu, há poucos metros de distância.

Mas o M. Night Shyamalan é um desgraçado. Vou abrir um parênteses sem parenteses aqui: desgraçado com conotação positiva, tá? Quer dizer: o cara é tão bom, que dá uma certa inveja (uma inveja também no bom sentido, tá?), por isso ele é assim um desgramado, um filho da mãe. Deu para entender?
Enfim o desgraçado do Shyamalan é, na minha opinião, atualmente, o mestre do "clima". Com argumentos simples (como disse o Master) ele consegue grudar vc na tela e ainda com a respiração suspensa. Mas consegue pincelar esse suspense com um humor ingênuo, direto, muito humano, bacana mesmo. Mas conheço muita gente que não gosta dos filmes dele. Eu acho bem compreensível que as pessoas não gostem da temática, dos enredos e tal, mas não tem como dizer que ele é mau diretor. Isso não. That's it.

O bom da poupa congelada de fruta é que ela dura bastante, né? Tipo a pessoa manda um post-goiaba em fevereiro, vc devolve em março e tá sempre fresquinho...

quinta-feira, janeiro 17, 2002

Teoria - O Blog do alex-j - III
Bom, agora que o Teoria é meu, o que é que eu faço?

Já sei!!!

Vou chamar uns manos para participar! Vou mandar um e-mail para a Magda, para o Celso, para o Renato, para a Lara...

segunda-feira, janeiro 14, 2002

Teoria - O Blog do alex-j
Como todo mundo sabe,a lei 3.112, capítulo segundo do parágrafo quarto é clara:
"Quando um blog coletivo ficar mais de duas semanas sem posts, ele automaticamente pertencerá ao blogueiro de post mais recente (desde que menos de duas semanas).
Bom, está na lei, não posso fazer nada. O Teoria agora é meu!! (risadas maléficas ao fundo)

quinta-feira, novembro 29, 2001

A Teoria do Gráfico de Geléia
Outro dia estava pensando (oh!) no meu comportamento frente a algumas situações e cheguei a conclusão de que vale também para a maioria das pessoas. Quando fui tentar explicar esse interessante behavior humano para a Cris num sábado de manhã , durante o café, aproveitei que eu havia derrubado um pouco de geleléia de morango na mesa e fiz deste ponto vermelho, meu ponto zero num eixo “x” imaginário. A teoria é a seguinte:
Vamos considerar determinadas situações comuns do cotidiano e dividi-las em “estressantes” (ou “negativas”) e “não estressantes” (ou “positivas”). Um exemplo bem banal: tirar o lixo. Esse evento eu classificaria com graduação “–3” afinal, não é lá big deal. Colocando este nº no gráfico, ele ficaria três marcas à esquerda da geléia marco zero. Agora, se por algum motivo eu não precisasse mais tirar o lixo (por um milagre tecnológico, digamos) a sensação que eu teria não corresponderia proporcionalmente a “+3”, talvez “+1” ou “+1,5” no máximo. Estão percebendo?
Um outro exemplo: durante dois anos cursei pós-graduação. Foi muito desgastante, chegava em casa tarde da noite, vivia pregado, duro e sem tempo para fazer outra coisa. Esse evento, eu classifico como nível “-7”. Pois bem, o curso terminou há algum tempo e eu não tenho sentido um benefício “+7”. Ou seja, acredito que eu e a maioria das pessoas, acaba sempre enfatizando mais o lado negativo das coisas. Aquilo que está bem, bacaninha, beleza, costuma passar meio batido. É como se as coisas tivessem a obrigação de estarem sempre boas. O bom é o default, o padrão. De onde será que veio isso?

segunda-feira, setembro 17, 2001

A Teoria do Coreano III
A Cris também me contou um causo que aconteceu com ela e que é outra visão interessante dessa teoria. Ela estava na padaria e tinha um tiozinho na frente dela escolhendo alguma coisa entre as guloseimas do balcão. Ele ficou um tempão olhando pros salgados, até que perguntou prá balconista: "Esses salgados são todos de ontem?". Ela respondeu: "Não. São todos de hoje.". Aí o tiozinho titubeou um pouco e depois falou: "Tá bom. Não vou levar.". Sacaram a sutileza? Ele queria salgados de hoje que achava que não tinha. Quando descobriu que tinha, não quis mais.

quarta-feira, setembro 12, 2001

A Teoria do Coreano II
Só para tentar ajudar na elucidação de mais esta Teoria, vou contar um causo que aconteceu recentemente. Se vcs repararem bem, vão perceber que isso acontece com muita frequência.
No restaurante, no balcão das sobremesas, uma mulher tentava escolher um daqueles tentadores doces. Ao mesmo tempo em que ela já ia botando a mão num pedaço de bolo de chocolate, perguntou ao maitre: "Não tem torta de morango, né? Que pena...". E ela já ia levando o bolo quando o maitre falou: "Espera um pouquinho..." e abaixou-se para procurar no refrigerador. Ele encontrou um pedaço de torta de morango e num sorriso, falou: "Ainda tinha um... que sorte, hein?". Vcs pensam que a mulher pegou a torta de morango e saiu toda feliz para devorá-la? Não. A partir do momento que ela soube que tinha torta de morango, ficou numa dúvida danada se ainda queria isso ou se preferia chocolate. Ficou segurando um doce em cada mão e decidindo. No fim, ficou com chocolate, mesmo.
Novamente as palavras do tiozinho coreano ficaram ecoando em minha cabeça... e assim é até hoje.

A Teoria do Coreano (ou A Maldição do Coreano)
Tempos atrás, estávamos fazendo a tradicional caminhada pós-almoço aqui em Down Town, quando me deparei com uma máscara em latex do Yoda (o mestre do Luke no Star Wars) em uma loja de alguma das inúmeras galerias aqui do Centro. Eu gosto de Star Wars, o R3x também, mas o interesse na máscara era em presentear um amigo nosso, o Winny, que é realmente um grande fã da série. Essa máscara estava exposta na vitrine e sempre que passávamos por lá eu a via e pensava: “Pô, podia comprar essa máscara para o Winny...”.
Um dia, quando olhei, a máscara não estava mais lá, então resolvi entrar para perguntar:
- Há um tempo atrás havia uma máscara do Yoda aqui na vitrine – disse eu.
- Máscara de quem? Respondeu um senhor coreano com forte sotaque.
- Do Yoda, um ET esverdeado, careca e orelhudo.
- Hum...Deixa procurar.
Nessa altura, tinha certeza que não encontraria mais a bendita. Já estava com aquela sensação de ter perdido alguma coisa muita boa, de ter bobeado. Só que...
-É esta?
Era. Era ela mesmo. Só que vista de perto, tocada e examinada, não era. Não era como eu imaginava. A distância e pela vitrine, era bem mais legal.
-Quanto custa? Perguntei.
-Dez dinheiros – ele disse
Então, vendo minha feição pensativa. Sacando que eu não iria comprar, ele destilou sua teoria (ou maldição):
-Brasileiro é assim: quando não tem, quer comprar e quando tem, não quer.
Levemente ofendido com o jeito que ele disse aquilo e para contrariar suas palavras, disse eu, friamente:
- Vou levar. Aceita cheque?
Então o coreano conseguiu me vender aquela máscara que provavelmente estava encalhada lá há séculos. Ele foi esperto. Usou a milenar técnica coreana de dizer: “Duvido que você compra.” ou: “Você não é homem de comprar essa máscara.”
Só que não ficou por aí. Desde então, carrego esta maldição: uma incrível dificuldade em comprar coisas. Se for sapato ou tênis, esquece, nunca tem meu número para o modelo que eu escolho. Se for gravata, funciona assim: se eu estiver passando despretenciosamente por uma loja e reparar em uma gravata legal, tenho que comprá-la nesse instante, porque se eu voltar para procurar depois, não vou encontrá-la mais. Outro exemplo: durante muito tempo vi em lojas de CDs (na banquinha dos de R$ 5) um só de efeitos sonoros (grito, tiro, brecada, esse tipo de coisa indispensável) e ficava pensando: “Legal, qualquer dia eu compro”. O dia que eu fui até a loja com esse objetivo, adivinha se eu encontrei?
De qualquer forma, o fato é: por mais difícil que seja admitir, o coreano tinha lá sua razão. Enquanto sabemos que algo está lá a nossa disposição, não damos muita bola, mas quando ele desaparece, temos aquela sensação ruim de aquilo era a melhor coisa do mundo e que agora... nunca mais.
Mas fazer o quê, brasileiro é assim mesmo....
Ps: Cuidado, essa mensagem é contagiosa. Se coisas deste tipo começarem a acontecer com vc, pode xingar o tiozinho coreano.

sexta-feira, maio 11, 2007

Ele voltou
A benção, Alex-J!
A benção, Alex-J!
O Teoria te abraça
Tu vens em missão de paz
Sê bem-vindo
E abençoa esse blog que te ama...

ps: Nem pro Bento XVI fizeram musiquinha especial desta vez...

segunda-feira, setembro 29, 2008

A Teoria do Abraço

Já havia escrito sobre isto (Outros códigos sonoros - jeito de falar) há algum tempo e agora por causa do Seu Malta, retomo o assunto.

É que outro dia, estávamos assistindo uma apresentação onde ocorria uma simulação de atendimento telefônico. Ao final da ligação, a pessoa disse para à que estava do outro lado da linha: "Grande abraço!" Depois, realiza uma nova simulação e dispara mais um "grande abraço!" para a mesma pessoa... O Seu Malta fica particularmente intrigado com o "grande". Afinal, qual o tamanho do seu abraço: P, M ou G?
Meu incômodo com esse tipo de coisa é na forma automática que as pessoas o utilizam. É quase um sinônimo de "tchau". Na minha opinião, o abraço é uma manifestação de apreço bastante física para ser transmitida por telefone, mas a intenção é o que importa. No texto escrito da era pós-internet, virou praticamente assinatura de e-mail, né? - ab, abs, abraço!! ou até um "abraçada molt fortta" como diz o Whisky.

Agora, por que ninguém manda "um grande aperto de mão!" ? Seria engraçado... daí as conversas poderiam ficar assim: "Tchau, um grande aperto!" ou então: "Olha, se você encontrar a Mariana, manda um apertão prá ela, viu?" Na internet seria "ap" ou "aps".

Mas voltando ao abraço, seja qual for o seu estilo: abraço-quebra-costela, abraço-de-urso, abraço de ladinho, abraço-tapinha-nas-costas, o importante é que seja sincero e de preferência, ao vivo.

Um abraço no seu coração.
(disponível apenas para cirurgiões cardíacos ou ténicos do IML...)

terça-feira, maio 15, 2007

Mãe, mamãe e filha... II
Nos bons tempos do Teoria, quando era um blog atuante, vibrante, envolvente (menos, menos, por favor) era comum pegarmos carona em um post e mandar um II, III, IV e etc. então lá vai:

Vejo muito dessa situação diariamente, já que minha sogra mora comigo. Por falar nisso, graças a Deus a gente se dá muito bem, obrigado. Ela é bacana, dá uma mão gigante com os meninos (porque a dupla dinâmica lá não é fácil), sempre faz tortas e pudins, enfim, todo aquele repertório de piadas sobre sogra, lá em casa não rola. Não que não exista um estressezinho aqui e ali, principalmente entre mãe e filha. E é bem interessante ficar observando as duas gerações e estilos diferentes de se praticar a arte de ser mãe. Minha sogra, às vezes, parece não entender muito a ausência da filha por causa do trabalho e já ouvi algumas vezes a filha reclamando que a mão pega muitíssimo mais leve agora com os netos, do que pegava com ela...

Cada época tem sua dinâmica, seu jeito, suas dificuldades, né? Mas parece que hoje em dia, ser mãe e trabalhar fora é um pouco mais pesado.

Na minha infância, as mães que trabalhavam fora, vendiam Avon, faziam reunião de vendas da Stanley ou Tapeware. Era engraçado ver aquelas donas de casa reunidas na sala, tomando chá com bolo de cenoura e comprando cacarecos. Bons tempos...

E um pouco atrasado, mas... Feliz dia das mães!

quinta-feira, junho 03, 2004

A verdade não está lá fora

Mais uma teoria formulada especialmente para o mano Daniel

Afinal, existe uma verdade?
É provável que sim, mas como sabê-la? Ou pior, se esta não for muito conveniente, como acreditar nela?

Todos nós cultivamos crenças ao longo da vida e assim vamos balizando os nossos princípios e a nossa visão de mundo. Um fenômeno interessante, no entanto, é que a mente humana tende a uma "acomodação" nesse sentido, ou seja, certos "registros", uma vez gravados, são difíceis de serem alterados, mesmo que existam provas cabais.

Um exemplo pífio, mas que serve como ilustração, é o filme MadMax III - Além da Cúpula do Trovão. Havia uma tribo de garotos perdidos que acreditavam que o Comandante Walker um dia voltaria em seu avião para resgatá-los e levá-los para a Cidade das Luzes. Em vez disso, apareceu o Mel Gibson, mas os garotos logo pensaram se tratar do Comandante Walker. Mesmo nessa condição de "Messias" da garotada, quando Max disse que não existia a tal Cidade das Luzes, alguns "fiéis" não acreditaram em sua palavra. Ou seja, a fé é mais forte do que o fato em si. Não que o MadMax fosse digno de confiança, obviamente, mas o Comandante Walker era, não era?

Isso me fez pensar nas pessoas que acreditam no retorno de Jesus à Terra. Mas e se o próprio Jesus em pessoa retornasse e dissesse alguma coisa diferente do que se espera dele, quantos realmente acreditariam em sua palavra?

E nos dias de hoje, em que tudo é impiedosamente escancarado na televisão (ou na internet), como separar o joio do trigo?
É preciso acreditar que, além do retorno de Jesus, ocorreria também algum fenômeno divino que iluminasse as pessoas, caso contrário, que espécie de acontecimento surpreendente seria necessário para convencer até mesmo ao religioso convicto?

Minha conclusão por ora é: cada um acredita naquilo que lhe é mais conveniente. E ai de quem tentar mudar isso.

quinta-feira, maio 20, 2004

O tudo e o nada

teoria especialmente elaborada para o mano Daniel

O saudoso filósofo contemporâneo Tim Maia, o síndico, costumava dizer que "tudo é tudo e nada é nada".
Eu, do meu lado, me convenço cada vez mais de que "tudo é tudo e nada ao mesmo tempo. E o nada também".
Sacaram? Tudo (e nada) no nosso mundo é assim: é isso e não-isso; é bom e ruim; é yin e yang; é feio e bonito... ao mesmo tempo. São forças opostas e complementares que estão nas coisas e nesse equilíbrio se baseia a nossa existência.
Essa condição de mundo que é ao mesmo tempo boa e ruim, agradável e desagradável, interessante e desinteressante, me faz pensar na comunicação humana. Vcs acham que a comunicação, no nível em que está, supre as nossas necessidades enquanto seres de uma mesma comunidade? Já pararam prá pensar que a maioria das desavenças religiosas, por exemplo, podem ter sua origem num mero problema de comunicação? E as tragédias de Shakespeare? Também não poderiam ser evitadas com um pouquinho mais de diálogo?
Será que o problema não está na nossa estrutura de comunicação, que nos permite denominações apenas parciais de determinado conceito ou idéia? Na nossa estrutura verbal atual, ao atribuir a algum objeto uma qualidade ou característica, esta fica quase sempre incompleta e parcial, ocultando assim as outras características complementares e igualmente necessárias do mesmo. Por exemplo, ao afirmar que "todos os homens são iguais", eu consigo congregar algumas qualidades comuns aos homens que são realmente relevantes como comer, dormir, fazer sexo etc. Mas ao mesmo tempo, cada homem é único, diferente de todos os outros, possui uma "assinatura" própria do jeito de andar, falar, comer, dormir, fazer sexo etc. Como definir o homem, então, em poucas palavras?

O modelo oriental pictórico poderia estar mais próximo de um conceito global abrangente. Mas para que fosse perfeito, talvez fossem necessários tantos ideogramas quantas fossem as referências humanas.

Falta muito prá abolirmos a comunicação verbal e usarmos só a telepatia?